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Satoru Gojo. Abençoado pelos céus desde o seu nascimento
Quando uma família tamuraniana é bem-sucedida em aprazer Lin-Wu, o Deus Dragão não fica indiferente. Em algum momento de sua história, essa linhagem será agraciada com a maior bênção imaginável: o nascimento de um ryuujin. Esses seres especiais trazem consigo uma porção sagrada do próprio Lin-Wu. Eles são os meio-dragões de Tamu-ra.
Diferente do que acontece no Reinado de Arton, o meio-dragão de Tamu-ra não resulta do acasalamento entre dragões e humanos. Ryuujin nascem de mães humanas por pura intervenção divina — evento que traz grande sorte e felicidade à sua família

Trazendo no próprio sangue a nobreza e dignidade de Lin-Wu, ryuujin são a personificação de tudo que é positivo na cultura tamuraniana. São altivos, elegantes, exalando superioridade — mas, ao mesmo tempo, donos de grande humildade, delicadeza e cortesia. Mesmo ocupando altas posições na sociedade, mesmo portando os títulos mais impressionantes, estão sempre dispostos a servir e ajudar. Demandam o devido respeito dos camponeses, como cabe a todo membro da nobreza imperial, mas são capazes de sacrificar a própria vida para protegê-los. Dizem que todo ryuujin já nasce samurai, sem precisar de educação ou treino.
Se algo negativo pode ser dito sobre eles, é sua fleuma. Ryuujin falam e movem-se lentamente, com uma calma e confiança nem sempre adequadas à situação. De fato, um ryuujin pode falhar em esquivar-se de um ataque apenas por ser algo deselegante!
Quem espera que um meio-dragão de Tamu-ra seja alguma criatura reptiliana e escamosa, acaba desapontado. Ryuujin parecem-se com humanos muito belos, e definem o perfeito padrão de bele- za no Império. São altos, magros e esbeltos, mas de musculatura potente — de fato, são mais fortes do que parecem. Têm cabelos longos e em cores exóticas (às vezes mais de uma), brilhantes como as escamas de Lin-Wu. Os olhos, também coloridos, trazem a íris em fenda vertical. No entanto, quando manifesta seus poderes ou realiza grande esforço, um ryuujin revela parcialmente sua natureza dracônica. Seus olhos e cabelos brilham, suas unhas se alongam como garras, suas feições se tornam serpentinas — mas ainda harmoniosas.
Quase todo ryuujin pertence à aristocracia, vestindo-se e portando-se de acordo. Trajam apenas o que existe de mais fino e requintado. Podem parecer vaidosos, mas poucos realmente o são: como representantes vivos da perfeição e harmonia de Lin-Wu, acham importantíssimo manter uma aparência impressionante. Para eles, falhar em ser belo é falhar em ser digno de sua herança divina
A simples existência de um ryuujin é considerada um milagre, um presente do Deus Dragão. Mesmo quando um deles nasce entre camponeses, sua família logo ascende à nobreza. Praticamente não existe, no Império, um meio-dragão que não esteja em posição social muito elevada. Todos os amam, todos os respeitam.
Por sua vez, o meio-dragão faz seu melhor para merecer tanta admiração — eles podem ser majestosos, podem emanar superioridade, mas também são humildes. Um ryuujin vai tratar todo e qualquer ser inteligente com gentileza e cortesia. Do mais horrendo kaijin ao mais violento nezumi, todos têm seu respeito.
Ainda que ryuujin tragam do berço uma forte tendência para o bem e ordem, alguns deles podem se desviar desse caminho. Tornam-se arrogantes, intolerantes. Acreditam ser os mais próximos do Deus Dragão, acreditam ser perfeitos. Exigem servidão e obediência. Quando mal orientados no caminho da honra, podem se tornar os piores tiranos.