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Mashin
A ciência e magia de Arton permitem forjar criaturas artificiais sem vida ou inteligência verdadeiras, capazes de realizar tarefas simples para seus mestres. O antigo Império de Jade, no entanto, contava com os mais talentosos artífices, capazes de produzir engenhos mecânicos inimagináveis no Reinado. E embora grande parte dessa arte tenha se perdido com a destruição de Tamu-ra, ainda existem construtos remanescentes daqueles tempos, bem como novas gerações de inventores buscando recriar as antigas técnicas.
Mashin são construtos humanoides tão avançados que desafiam as fronteiras entre seres artificiais e seres vivos. Eles têm inteligência e vontade próprias, e são reconhecidos como legítimos cidadãos no Império de Jade.
Assim, embora seus corpos sejam máquinas, os mashin não se comportam necessariamente como tais. Podem ter as mais variadas mentalidades — sábio ou tolo, rigoroso ou compassivo, frio ou sentimental, soturno ou brincalhão. Para estrangeiros, é surpreendente descobrir como estes construtos podem ser criativos e imprevisíveis.
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A arte tamuraniana, mesmo tão obsessivamente acurada, não pode criar vida. O que move um mashin não é uma alma verdadeira, mas sim centenas de pequenos elementais — conjurados e lacrados em um corpo artificial. Esses seres, separados, são selvagens e incontroláveis; juntos, em amálgama, acabam formando uma mente racional (ou rede neuro-elemental, como chamam alguns estudiosos excêntricos) capaz de sentir, pensar e aprender como qualquer humanoide inteligente.
Assim, embora seus corpos sejam máquinas, os mashin não se comportam necessariamente como tais. Podem ter as mais variadas mentalidades — sábio ou tolo, rigoroso ou compassivo, frio ou sentimental, soturno ou brincalhão. Para estrangeiros, é surpreendente descobrir como estes construtos podem ser criativos e imprevisíveis.
Mais que uma máquina, um mashin está entre as mais belas obras de arte produzidas por Tamu-ra. À primeira vista lembra uma armadura metálica esbelta, ou uma estátua sofisticada. A cabeça parece um elmo fechado, com gemas luzindo como olhos. Placas em formas elegantes deslizam sobre o corpo com precisão impecável, deixando entrever uma musculatura interna de fibras sedosas, milimetricamente trançadas. Gravuras e ideogramas grafados no metal brilham e lampejam com a energia elemental interior.
Quando destinado a combate, um mashin pode receber blindagem — mas, em configuração padrão, sua pele não é armadura. Golpes certeiros vão danificar seus sistemas e feri-lo como a qualquer humano. São feitos assim para favorecer leveza e precisão, permitindo executar tarefas complicadas. Um mashin pode vestir roupas e armaduras humanas. Mas, para honrar a habilidade e dedicação de seus artífices, quase nunca o fazem.
Mashin foram criados para conviver com humanos, função que desempenham muito bem. São educados e corteses, até mesmo com inimigos. Têm afinidade com raças honradas, como os ryuujin e vanara. Já encontros com kaijin podem acabar mal — muitos mashin foram construídos para caçar demônios da Tormenta.
Por influência da cultura tamuraniana, quase todos os mashin são honrados. Demonstram senso de dever, dignidade e nobreza. Mas, conforme sua criação e experiências, a mente elemental pode adotar qualquer moral ou ética, não sendo incomum que alguns se tornem trapaceiros, cruéis ou até loucos.