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+4 Carisma, +2 Inteligência, –2 Sabedoria. Hanyô são puro entusiasmo e esperteza, mas sem um pingo de bom senso!
Arcano. +4 em testes de Identificar Magia. A natureza mágica dos hanyô faz com que entendam melhor o funcionamento das energias cósmicas.
Brincar Com os Sentimentos. Todo hanyô tem o chacra das emoções aberto em grau básico; ele soma seu bônus de Carisma ao total de pontos de magia e ao seu limite, e pode aprender e executar jutsus básicos de Carisma. Eles também aprendem um jutsu básico de Carisma à sua escolha.
Espírito Livre. Hanyo recebem +4 em testes contra efeitos que restringem seu movimento, como manobras de agarrar, armadilhas, redes, jutsus como estrepes invisíveis, paralisia, onda de frio e similares.
Poder Salvador. Um hanyô pode recorrer à sua ancestralidade mística para salvar-se de algum apuro com uma façanha surpreendente e espetacular. Caso esteja em perigo, o meio-youkai pode executar jutsus ou usar outros poderes com custo em PM por –1 ponto de magia (mínimo 0 PM). O hanyô é considerado “em perigo” quando está ferido (metade ou menos de seus PV totais) ou em qualquer condição que reduz diretamente sua classe de armadura: agarrado, atordoado, cego, desprevenido, indefeso, inconsciente, lento, paralisado e assim por diante.
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Inuyhasha! Um bom exemplo de meio youkai
Dragões. Celestiais. Abissais. Vampiros. Fadas. Como o resto de Arton, Tamu-ra é habitada — ou visitada — por incontáveis seres mágicos, conhecidos coletivamente como youkai. Sejam bondosos ou malignos, por amor ou violência, muitos deles consumam relações com humanos. O resultado é o nascimento de pessoas trazendo no sangue uma herança sobrenatural. Realizam façanhas assombrosas. Manifestam poderes místicos, que podem ser vistos como miraculosos ou malditos. Eles são os hanyô, ou meio-youkai.
Nem sempre um hanyô é descendente direto de um youkai — isso é raro, na verdade. A ancestralidade sobrenatural costuma ser distante, só manifestando-se após gerações. Ainda, há aqueles que nem mesmo têm um ser fantástico na família; sua linhagem pode ter sido afetada por algum fenômeno mágico, ou mesmo uma maldição.

Hanyô são criaturas de pura energia, literal e figurativamente falando. Como se tivessem algum excesso de carga mística em seus corpos, são seres hiperativos, frenéticos, apressados, sem a menor calma ou paciência. Quando um meio-youkai quer algo, quer agora. Quando tem algo a fazer, considere feito.
Hanyô podem ser geniosos, irascíveis, de temperamento explosivo. Qualquer pequena provocação é pretexto para uma briga. Ao mesmo tempo, o som de boa música (ou nem tão boa) ou o aroma de boa comida (ou nem tão boa) já basta para explodirem em alegria.
Meio-youkai parecem humanos à primeira vista, mas todos trazem algum traço exótico que os diferencia. Olhos ferais, orelhas pontiagudas, cabeleira imensa como juba, unhas longas como garras, pele manchada, pequenos chifres, presas, crista, cauda — sempre algo exagerado, assombroso, impossível de ocorrer em pessoas normais.
No modo de vestir, hanyô não parecem dispostos a esconder que são seres mágicos. Preferem quimonos extravagantes, mantos coloridos, capas e chapéus espalhafatosos — de preferência vários de cada, uns por cima do outro.
Talvez a inquietude racial dos hanyô fosse aceita sem tantos problemas em outras terras. Mas não em Tamu-ra, onde cultiva-se a paciência, elegância e moderação.
Aqui, os hanyô são considerados irresponsáveis, bárbaros ignorantes — ou, quando seus poderes são conhecidos, como demônios perigosos.
No entanto, meio-youkai não chegam a ser caçados como os kaijin, nem detestados como os nezumi. Os tamuranianos temem enfurecer seu ancestral sobrenatural, seja ele quem for. Por isso, tratam os hanyô com tanto respeito quanto possível.
Os próprios hanyô não se influenciam por aparência ou raça, mas é verdade que os “sempre certinhos” ryuujin podem irritá-los bastante.
Para criaturas de caos e irreverência, o cultivo da honra não é tarefa fácil. Mesmo os mais bondosos têm dificuldade em seguir regras de conduta. Então, muitos nem tentam — quase todos em Tamu-ra os consideram incivilizados e loucos, de qualquer forma. Mas uns poucos aceitam o desafio de seguir um caminho honrado.